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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desenvolveu diversos aplicativos para que os cidadãos possam acompanhar as eleições municipais de 2016 pelo celular. Ao todo, 11 ferramentas vão estar disponíveis durante a campanha para que eleitores se informem sobre o pleito e, até mesmo, fiscalizem os candidatos.

Nesta quinta-feira, 18, houve o lançamento de um deles que tem como objetivo permitir ao cidadão denunciar irregularidades durante a campanha. Batizado de “Pardal”, o aplicativo possibilita informar, em tempo real, a existência de um problema eleitoral. Após baixar a ferramenta, o cidadão poderá fazer fotos ou vídeos e enviá-los para a Justiça Eleitoral do Estado ou do município, que ficará encarregada de analisar a denúncia.

Entre as situações que podem ser denunciadas estão o registro de uma propaganda irregular, como a existência de um outdoor de candidato, o que é proibido pela legislação, ou a participação de algum funcionário público em um ato de campanha durante o horário de expediente.

Para o presidente do TSE, Gilmar Mendes, a ideia da ferramenta é que as pessoas ajudem a Justiça Eleitoral a fiscalizar a eleição. “Nós temos um período muito curto de campanha, limites muito estritos de gastos, então pode correr abusos, e nós queremos que o cidadão nos ajude denunciando eventuais irregularidades”, disse.

A ferramenta foi desenvolvida em 2012, pelo Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo. Nas eleições de 2014, ela já foi utilizada em outros Estados.

Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, outras três ferramentas já estão disponíveis e podem ser instaladas tanto em iPhones como em celulares que usam o sistema Android. As demais vão ser disponibilizadas durante o período eleitoral. Desse total, duas são voltadas exclusivamente para integrantes da Justiça Eleitoral e têm como objetivo a verificação do funcionamento das urnas eletrônicas. “Esse portfólio é justamente uma evidência da preocupação da Justiça Eleitoral com a demanda do cliente, que é o cidadão. A medida que o processo se tornou automatizado, nós utilizamos todos os recursos que a tecnologia proporciona, tanto no requisito de segurança quanto de transparência”, afirmou.

Um aplicativo que também é interessante para orientar o eleitor é o “Candidaturas”, que vai trazer uma relação de todos os candidatos, com dados como partido e número na urna, além de informações sobre as propostas, a declaração de bens e a prestação de contas dos políticos.

Através de outra ferramenta, o eleitor vai poder consultar, pelo celular, a existência ou o andamento de processos contra um candidato. Há também um app que disponibiliza as datas do calendário eleitoral. O dispositivo permite que o cidadão receba notificações sobre datas e prazos, como o início do período de propaganda no rádio e TV, em 26 de agosto.

Para facilitar o acesso ao colégio eleitoral, o TSE vai disponibilizar uma ferramenta que funcione como uma espécie de Google Maps, para que o eleitor encontre o seu local de votação.

A apuração dos resultados, no dia da eleição, também vai poder ser acompanhada pelo celular. Em 2014, o TSE já disponibilizou um aplicativo como esse. A ferramenta foi um das mais baixadas da loja virtual da Apple.

Quinta, 18 Agosto 2016 19:34

Real foi a moeda que mais se valorizou

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Dados do Banco Internacional de Compensações (BIS) mostram que o real foi a segunda moeda com maior alta do mundo em julho. Na comparação trimestral e no acumulado dos sete primeiros meses do ano, a moeda brasileira é a divisa que apresenta a maior valorização entre 60 acompanhadas pela entidade. Ao calcular a taxa de câmbio real efetiva, o banco mostra que o real se valorizou 6,2% no mês passado, teve alta de 10,7% em 90 dias e acumula salto de 30% ante o piso observado em setembro do ano passado.

 

Mensalmente, o BIS calcula a taxa de câmbio efetiva de 60 países em um levantamento que leva em conta as médias geométricas ponderadas pelas taxas bilaterais entre as moedas do levantamento. O estudo é ajustado ainda pela inflação ao consumidor.

Essa pesquisa mostra a firme tendência de apreciação já vista na taxa nominal do câmbio brasileiro. Segundo o BIS, o real teve valorização real de 6,2% em julho. Com esse fortalecimento, o dinheiro brasileiro voltou ao patamar observado em janeiro de 2015.

 

A valorização vista no Brasil em julho foi a segunda maior do levantamento e ficou atrás apenas do rand da África do Sul, que teve alta de 6,8%. Entre demais países, o peso chileno teve valorização de 3,9%, a taxa de câmbio da Rússia teve apreciação de 3,1%, o dólar australiano avançou 2,4%, o rupia da Índia e o peso colombiano se fortaleceram 1,2%, enquanto o dólar dos Estados Unidos ganhou 0,5%. No sentido contrário, o peso argentino teve queda real de 4,7% e a libra esterlina perdeu 6,6% no mês seguinte ao plebiscito ? o pior desempenho no mês.

 

A valorização da moeda brasileira, porém, não é um fenômeno apenas das últimas semanas. Os dados do BIS mostram que o real acumulou valorização real de 10,7% nos três meses entre maio e julho. A troca na presidência da República aconteceu em meados de maio. Nesse período de três meses, o fortalecimento do real é bem superior à alta do rublo russo (6,9%) e iene japonês (6,4%) ? as duas moedas com melhor desempenho após a divisa do Brasil. Por outro lado, a libra esterlina lidera o grupo das divisas que mais perderam força, com queda de 6,5% no período. Em seguida, aparecem o peso mexicano (-5,9%) e o yuan chinês (-3,6%).

 

No acumulado do ano, o real lidera mais uma vez o rali. Com valorização de 23,3%, a moeda brasileira avançou em ritmo mais forte que o iene japonês (15,3%) e peso colombiano (13,8%) ? moedas que ocupam o segundo e terceiro lugares entre as que mais se valorizaram no período. No sentido contrário, a libra esterlina lidera mais uma vez com queda de 13,9% e é seguida de perto pelo peso argentino, que registra desvalorização real acumulada de 13,5% no ano. Foram excluídos os dados da Venezuela, país que tem operado mercado de câmbio distorcido pelos controles impostos por Caracas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Quinta, 18 Agosto 2016 19:28

Oferta de emprego cresce 35% em agosto

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Nesta semana, a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), por meio do SINE/IDT, anuncia a disponibilidade de 1027 vagas de trabalho abertas em todo o Ceará, 35% mais do que as 762 ofertadas pelas empresas cearenses no início de agosto. “Essa é a tendência, o aquecimento natural da economia, cujo crescimento será tanto maior quanto for o sentimento de estabilidade no emprego do trabalhador”, destaca o titular da STDS, Josbertini Clementino.

Ele lembra que na primeira semana de agosto foram ofertadas 762 vagas de emprego formal no Estado, na segunda semana, 882, e agora, 1.027. Desse total, 538 postos de trabalho são em Fortaleza e 489 distribuídos em 32 municípios, o que evidencia também que mais oportunidades estão surgindo no interior do Estado.

As oportunidades de emprego contemplam áreas diversas, com destaque para os setores de serviços e indústria de transformação, que também volta a reagir, inclusive com a oferta de mais de 300 vagas no setor, no Estado. Para pessoas com deficiência há 420 vagas. Apesar da crise econômica e política, ressalta o secretário, a região Nordeste, o Ceará, notadamente, mantém-se como polo atrativo para grandes investimentos no setor econômico. Para este segundo semestre, as pesquisas realizadas pela STDS, via Sine/IDT, projetam captação de mais de 46 mil vagas.
Mais informações

• Total de vagas disponíveis: 1027
• Vagas para deficientes: 420
• Em Fortaleza: 538 vagas
• Em outros 32 municípios: 489 vagas
• Municípios com maior número de vagas:
– Fortaleza: 538
– Sobral:121
– Maracanaú: 84
– Maranguape: 24

Com STDS

O Índice de Preços ao Consumidor - Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ganhou força no início de 2016, chegando a 1,27% em janeiro, depois de avançar 0,96% em dezembro do ano passado. Essa é a maior taxa mensal para janeiro desde 2003, quando atingiu 2,25%.

Os números foram divulgados nesta sexta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 12 meses, o indicador acumula alta de 10,71%, permanecendo acima do teto de 6,5% do sistema de metas do Banco Central e bem distante do objetivo central de 4,5%. De acordo com o IBGE, esse é o resultado mais elevado desde novembro de 2003, quando o aumento acumulado foi de 11,02%.

A expectativa dos economistas para o IPCA fechado deste ano é de 7,26%, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central, mais recente.

No primeiro mês do ano, o que mais pesou no bolso do brasileiro foram os gastos com alimentação e bebidas, que ficaram 2,28% mais caros, e transportes, que subiram 1,77%. Segundo o IBGE, esse aumento no preços dos alimentos foi o maior desde dezembro de 2002, quando chegou a 3,91%.

Os produtos consumidos dentro de casa subiram 2,89%, mais do que a alimentação fora de casa, que avançaram 1,12%. Neste mês, ficaram mais caros, por exemplo, cenoura (32,64%), tomate (27,27%), cebola (22,05%) e batata-inglesa (14,78%).

No grupo transportes, o que mais contribuiu para a alta foi o reajuste de 3,84% do transporte públicos e do avanço de 2,11% no preço dos combustíveis. As tarifas dos ônibus urbanos, por exemplo, tiveram aumento de 5,61% e dos intermunicipais, de 6,14%.

A queda de 6,31% no preço das passagens aéreas freou o aumento dos preços dos transportes, que poderia ter sido ainda maior.

Os gastos relativos à habitação também pesaram mais. De 0,49%, a variação passou para 0,81%, puxado pelo reajuste da energia elétrica, que subiu 1,61%, "por influência de aumentos ocorridos nos impostos, especialmente nas contas da região metropolitana de Porto Alegre, que ficaram mais caras em 8,70%, com pressão do PIS/COFINS e ICMS."

Fonte: G1

RIO — Jovens adultos lutam para sobreviver após desenvolver uma forma severa da síndrome de Guillain-Barré, doença neurológica que tem sido associada à infecção pelo vírus zika. Dois dos seis internados no Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, estão em estado muito grave. Todos tiveram zika no Estado do Rio e, duas semanas depois, começaram a apresentar sintomas de comprometimento do sistema nervoso. Alguns ficaram totalmente paralisados. Sua batalha é contra a doença e a falta de recursos públicos para dar assistência a vítimas do zika. Em janeiro, o hospital atendeu outros dez casos, de pacientes menos graves e que já receberam alta.

INFOGRÁFICO: CONHEÇA A DOENÇA

Normalmente, não costuma receber mais de cinco por ano. A correlação entre o zika e distúrbios neurológicos, como a síndrome de Guillain-Barré, está entre os motivos de a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter decretado a emergência internacional. Embora só uma parcela pequena de pessoas com zika apresente distúrbios neurológicos, estes chamam atenção pela gravidade. Cientistas não sabem se condições preexistentes dos pacientes, como doenças autoimunes e uso de corticoides, poderiam ter ligação com o problema. Tampouco se haveria predisposição genética.

ESPECIALISTA ESTÁ ALARMADO

No Antônio Pedro, que, como tantos outros, sofre com a falta de recursos, funciona um laboratório de referência para doenças do sistema nervoso periférico na América Latina, como a síndrome de Guillain-Barré. Há especialistas altamente capacitados. Sobram pacientes. E faltam remédios e equipamentos. À frente do atendimento e das pesquisas sobre a relação entre zika e Guillain-Barré está o professor titular e coordenador de pesquisa e pós-graduação em Neurologia da UFF, Osvaldo Nascimento. Ele tem trocado informações com médicos que atendem vítimas de Guillain-Barré em Pernambuco e Rio Grande do Norte, e está alarmado.

— Temos visto que os casos associados ao zika parecem ser mais severos, com lesão dos axônios (prolongamentos dos neurônios que conduzem impulsos nervosos), do que os casos clássicos de Guillain-Barré. Além disso, o número de doentes que chegam a nós aumentou muito. Só em janeiro foram seis casos graves e outros dez com sintomas menos severos, que não necessitaram de internação — afirma Nascimento, que preside o segmento da Academia Brasileira de Neurologia no Rio.



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Nascimento está entre os quase 400 pesquisadores que se uniram, na quinta-feira, à rede de pesquisa de zika, dengue e chicungunha criada pela Faperj para estimular e acelerar a luta contra a epidemia causada pelo Aedes aegypti.

— Sabemos ainda muito pouco sobre como zika causa a Guillain-Barré. E tampouco o motivo de certas pessoas apresentarem a forma branda ou assintomática de zika e outras evoluírem para um quadro tão grave. Tampouco sabemos por que a doença parece evoluir de forma diferente. São quadros distintos daqueles que costumamos ver com Guillain-Barré, na qual 20% evoluem com gravidade e 5% chegam a óbito, mas acontece apenas entre 0,5 e 4 pessoas num grupo de 100.000 habitantes. O que é raro está se tornando, neste surto de infecção pelo zika, frequente. Esperamos que a rede de pesquisa nos ajude a ter mais recursos e acelerar os estudos. É uma urgência — diz o médico.

Entre os casos mais severos que Nascimento menciona está o de um jovem completamente paralisado, que respira com a ajuda de aparelhos. Ele está consciente, mas consegue mexer apenas os olhos para se comunicar.

— É muito desesperador ver casos como esse. E temos mais um paciente na mesma situação, uma mulher. Jovens pais e mães de família são tirados de suas casas, de seus empregos por uma doença que poderia não ter acontecido, se não fosse a disseminação do vírus — frisa Nascimento.

Em alguns pacientes com zika, a Guillain-Barré compromete o sistema nervoso central, o que não costuma ser visto normalmente nesta síndrome. O tratamento desses pacientes é muito caro. E médicos como Nascimento se preocupam em como continuarão a poder atendê-los. Eles precisam de imunoglobulina e plasmaferese.

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— Só o custo por dia da UTI por paciente é de cerca de R$ 10 mil. Se você incluir os remédios, chegamos à casa dos R$ 50 mil por paciente em UTI por dia. É preciso uma ação urgente de autoridades municipais, estaduais e federais. Dos 18 leitos da UTI apenas oito são viáveis, todos ocupados com doentes graves. Se vier mais um, não podemos atender.

A situação de falta de recursos para a Saúde atinge em cheio as vítimas do zika. E recuperar um paciente na UTI é só a primeira parte do drama. As sequelas costumam ser graves; muitas vezes, a reabilitação leva anos e demanda assistência altamente especializada.

— Não temos como oferecer isso. Mas temos na UTI do hospital pacientes com esclerose lateral amiotrófica, uma doença paralisante, que estão internados há anos — lamenta o médico.

 

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Fonte: G1

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