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Esportes (8)

Assim que foram apresentados pelo locutor em quadra, Alison Cerutti e Bruno Schmidt levantaram a galera. O Mamute abriu os braços e pediu apoio. O público foi ao delírio e correspondeu. Parecia um estádio de futebol. Parecia um caldeirão. E nem a chuva que caía forte na Arena de Vôlei de Praia, em Copacabana, no início da madrugada desta sexta-feira, foi suficiente para esfriar o calor e a energia que emanavam dos donos da da casa na decisão contra os italianos Nicolai e Lupo. E foi nesse clima que o Brasil ganhou mais dois novos campeões olímpicos. Com o placar de 2 a 0, parciais de 21/19 e 21/17, na raça e no coração, o capixaba e o brasiliense garantiram a medalha de ouro nas areias de Copacabana. Podem soltar o grito de "É campeão!", podem bater no peito, podem comemorar muito

Trata-se da segunda medalha de ouro olímpica do Brasil no vôlei de praia masculino. A primeira foi há 12 anos, quando Ricardo e Emanuel venceram Javier Bosman e Pablo Herrera, da Espanha, em Atenas 2004. Foi justamente com Emanuel que Alison teve a sua primeira participação olímpica. A parceria vitoriosa durou quatro anos. Quando Mamute, o gigante de 2,03m, resolveu se separar do campeão da edição grega dos Jogos, passou então a jogar com Bruno logo na sequência. Para o sobrinho do apresentador do "Fantástico" Tadeu Schmidt, que estava na arquibancada com a família e se emocionou muito, foi a primeira vez numa Olimpíada. Já sai como campeão. E jogando em casa.

A festa de Usain Bolt foi grande na noite desta quinta-feira, com direito a beijo na pista do Engenhão. O título nos 200m rasos do Rio de Janeiro foi o terceiro consecutivo do jamaicano na prova em Olimpíadas e o oitavo ouro do homem mais rápido do mundo. O Raio, que costuma se chamar de lenda viva, afirmou que é o maior da história do atletismo e voltou a se comparar com outros ídolos do esporte.

- Não preciso provar mais nada. O que mais posso fazer para provar que sou o maior? Estou tentando ser um dos maiores, estar entre Ali e Pelé. Espero que depois dos Jogos eu esteja nesse hall. Só estou esperando depois dos Jogos para ver o que a mídia vai dizer. Vocês vão me colocar e os fãs também, mas agora não, estou trabalhando muito, tenho que dar mais um passo para chegar ao nível deles, estou muito contente. Tenho que esperar o que vocês vão escrever amanhã e no dia seguinte - disse Bolt.

O último passo de Bolt para chegar ao patamar de Pelé e Muhammad Ali é o ouro no revezamento 4x100m rasos. Usain já havia se tornado no Rio o primeiro velocista a conquistar o tri olímpico dos 100m rasos. Nesta quinta, ele repetiu o feito nos 200m rasos. Ele deve fazer o mesmo no revezamento 4x100m rasos da Jamaica nesta sexta - há a possibilidade de o país perder o título de 2008 por causa do doping de Nesta Carter. Bolt não gostou da marca 19s78 que lhe deu o ouro dos 200m rasos, mas deu show na comemoração.

- Tudo é especial. Os 200m rasos é minha prova favorita. Há um foco grande, então estou aliviado. Corri forte na curva. Na reta, meu corpo não respondeu. Estou ficando velho. Fiz tanto no esporte. Agora quero apenas curtir minha vida. Não tenho nada mais para provar. Fiz tudo o que poderia. É um alívio. Eu finalmente consegui. Eu acho que é minha última Olimpíada - disse Bolt, que tem 29 anos.

 

“1, 2, 3, 4…20, 21, 22, 23, 24”. A contagem está se popularizando nas arenas olímpicas do Rio de Janeiro. É uma gozação ao jejum de títulos da seleção principal da Argentina, que não ergue um troféu no futebol desde a Copa América de 1993. Mas também poderia ser uma alusão ao que tem apanhado o atacante Neymar nessa Olimpíada.

O brasileiro é, disparado, o jogador que mais sofreu faltas no torneio. Foram 24, bem mais do que as 16 do meia alemão Lars Bender, rival da final do próximo sábado.

Os rivais da primeira fase até pegaram leve com Neymar, mas, coincidentemente, seu futebol cresceu e os gols apareceram à medida que as pancadas se multiplicaram. Não por acaso, seu primeiro gol na Olimpíada foi de falta, nas quartas de final contra a Colômbia, em jogo que ele foi atingido seis vezes. Um rodízio que causou revide agressivo do atacante e críticas até do próprio técnico colombiano, Carlos Restrepo.

Jogadores que mais sofreram faltas nos Jogos Olímpicos de 2016 (Foto: Arte: GloboEsporte.com)Jogadores que mais sofreram faltas nos Jogos Olímpicos de 2016 (Foto: Arte: GloboEsporte.com)

Na última quarta-feira, no baile do Brasil, 6 a 0 sobre Honduras, o capitão sofreu 10 faltas. Não fez nenhuma, o que deixou aliviada a comissão técnica em relação à assimilação do atacante diante de uma marcação mais dura.

Nos Jogos Olímpicos, é como se Neymar sofresse uma infração a cada 18 minutos. A mudança de posicionamento também colabora. Nos dois primeiros jogos, preso do lado esquerdo, ele foi facilmente anulado pelos laterais-direitos de África do Sul e Iraque.

Porém, a partir do jogo contra a Dinamarca (4x0), teve mais liberdade para circular pelo campo, recebeu a bola mais recuado e com deslocamentos para os dois flancos. Os europeus não abusaram das faltas, fizeram apenas duas, mas colombianos e hondurenhos sim. Depois desses dois últimos jogos, Neymar deixou o estádio em silêncio.

No sábado, o mais caçado e o segundo nessa estatística, Neymar e Bender, se enfrentarão na histórica final olímpica. Brasil e Alemanha jogarão no Maracanã, às 17h30, com transmissão da TV Globo, do SporTV e do GloboEsporte.com, que também vai acompanhar em Tempo Real.

Desde 1996 o Brasil é presença certa em pódios de Jogos Olímpicos quando o esporte é a vela. Desta vez, quem marcou presença não foi Robert Scheidt, mas sim Martine Grael e Kahena Kunze. Elas garantiram a medalha de ouro na disputa da 49erFX, nesta quinta-feira. A prata ficou com a dupla da Nova Zelândia, Alex Maloney e Molly Meech, o bronze para as dinamarquesas Jena Hansen e Katja Steen Salskov-Iversen.

As brasileiras chegaram a essa última prova empatadas na primeira posição com as as espanholas Tamara Echegoyen e Berta Betanzos, e as dinamarquesas. Mas foi com a dupla da Nova Zelândia com quem travou uma disputa acirrada pela primeira colocação na medal race. A diferença na chegada foi de apenas dois segundos. As brasileiras terminaram a prova com o tempo de 21m21s.

A 49erFX fez sua estreia olímpica nos Jogos do Rio. Seu primeiro mundial foi em 2013 e desde então todo ano teve uma campeã diferente. Martine e Kahena venceram em 2014 - o primeiro ouro em um mundial da vela feminina do Brasil - e ganharam o primeiro evento-teste da Olimpíada. No ano seguinte alternaram vitórias e segundos lugares, mas viram as adversárias crescerem. Faturaram o segundo evento-teste e perderam o mundial de 2015 na regata da medalha para as italianas Giulia Conti e Francesca Clapcich. Este ano ficaram em sexto no mundial vencido pelas espanholas Tamara Echegoyen e Berta Betanzos.

 

FonteG1

Diego Aguirre planejou uma coisa, mas, em cima da hora e também durante o jogo, precisou rever as ideias. As baixas de Robinho e Dátolo complicaram o trabalho do treinador no confronto com o Colo Colo, em Santiago, no Chile, pela Libertadores.

“Aconteceram muitas coisas de ontem para hoje, a lesão do Robinho, coisas que podem acontecer, mas que temos que fazer mudanças no que planejamos. Estavam previstas algumas outras coisas”, disse o treinador.

Robinho foi vetado antes de a bola rolar. O atacante sofreu uma picada de inseto na coxa e teve uma infecção no loca, além de febre. Aguirre optou por Patric no ataque, e explicou: “Minha ideia era desgastar o adversário, com um pouco mais de contensão, e tentar ganhar o jogo na segunda parte.”

A primeira parte funcionou. Mas a conclusão dos planos não foi possível. No segundo tempo, Diego Aguirre sacou Patric para a entrada de Dátolo. O argentino participou do melhor momento do time, mas durou apenas 15 minutos. Ele deixou o campo lesionado.

“Não aconteceu porque, no melhor momento nosso, Dátolo saiu. Sem Robinho, não tínhamos no banco opções ofensivas”, disse Aguirre.

O Colo Colo cresceu no jogo e abafou o Atlético, que segurou o empate por 0 a 0 e a liderança do Grupo 5.

“No nosso melhor momento do jogo, quando tínhamos controle de bola, tivemos esse problema com o Dátolo. Colocamos três volantes de marcação e o time foi muito para traz. Perdemos muitas bolas na saída. Eles cresceram. No final do jogo, na última meia hora, eles controlaram”, disse o técnico. “Mas o importante foi que, fora de casa na Libertadores, se não pode vencer, não perder é bom. Temos coisas para melhorar, tirar conclusões.”

O São Paulo evitou uma tragédia na Copa Libertadores ao empatar por 1 a 1 com o River Plate, em jogo disputado nessa quinta-feira, no Estádio Monumental de Núñez. O time corria o risco de se complicar em caso de derrota, mas teve uma apresentação razoável e não sofreu grandes sustos durante a partida. O empate, inclusive, se deve a um erro do goleiro Denis após uma cobrança de escanteio.

O ponto somado foi o primeiro do Tricolor no Grupo A da Libertadores. O time está na terceira colocação da chave, que é liderada pelo Strongest, da Bolívia, com seis pontos. Já o River Plate ocupa a segunda posição, com quatro pontos.

Os comandados de Edgardo Bauza saíram na frente do River graças a Ganso. O gol, marcado aos 17 minutos, foi o terceiro consecutivo do camisa 10. O meia também se tornou o artilheiro do São Paulo nesse ano, com quatro gols. O River, no entanto, chegou ao empate após o goleiro Denis cometer uma falha imperdoável. Aos 32, ele socou um cruzamento fácil nas costas do volante Thiago Mendes e foi encoberto pela bola.

O São Paulo tenta “virar a chave” a partir de agora e focar apenas no clássico contra o Palmeiras, marcado para as 11 horas (de Brasília) do domingo, no Pacaembu. Em seguida, o Tricolor viaja para a Venezuela, onde enfrenta o lanterna Trujillanos na quarta-feira, pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores. No mesmo dia, o River duela contra o Strongest, em La Paz.

O jogo

Preocupado em não se expor nos primeiros minutos de jogo, o São Paulo iniciou a partida recuado e sem conseguir deixar o campo defensivo. Melhor para o River Plate. Aos seis minutos, após uma cobrança de escanteio, Mercado cabeceou em frente ao gol e acertou o travessão. Na sequência, aos oito, Alario avançou pela direita, se livrou da marcação de Mena, e chutou para boa defesa do goleiro Denis.

Foi por meio da bola parada que o São Paulo conseguiu surpreender o River. Na ausência de jogadas trabalhadas, a equipe chegou ao gol após aproveitar a sobra de uma cobrança de falta efetuada por Carlinhos, aos 17 minutos. Paulo Henrique Ganso chutou de primeira, com a perna esquerda, e acertou o canto do goleiro Barovero. Faltou, contudo, aproveitar a vantagem para pressionar o adversário.

O São Paulo continuou acuado na defesa e chamou o River para o seu campo de jogo. Por mais que tenha contido as investidas dos millonarios, o time sofreu o empate em uma falha inexplicável de Denis. Aos 32 minutos, o goleiro pulou sozinho em uma cobrança de escanteio e preferiu socar a bola em vez de segurá-la. A desastrada intervenção de Denis bateu nas costas do volante Thiago Mendes, que já saía para o contra-ataque, e encobriu o arqueiro tricolor.

Após a igualdade, o São Paulo tentou reverter o cenário e construiu duas boas chances. Maicon, aos 45 minutos, foi ao ataque e teve uma cabeçada defendida por Barovero. Em seguida, Calleri pressionou o goleiro do River na saída de bola e foi derrubado por ele dentro da área. O Tricolor reclamou de um pênalti no lance, mas o juiz chileno Julio Bascuñan ignorou os protestos.

O segundo tempo teve início com intensa disputa no meio-campo e sem nenhuma alternativa ofensiva para os dois times. O técnico Marcelo Gallardo, então, sacou o volante Ponzio para a entrada de D’Alessandro, aos 12 minutos. Mas foi o São Paulo quem assustou. Aos 13, Mena cruzou da esquerda e Calleri, de carrinho, mandou por cima do gol. Após a finalização, Centurión deixou o campo com dores para a entrada de Michel Bastos – recém-recuperado de uma lesão muscular.

Não houve mudanças significativas na partida após a entrada dos dois atletas de renome. O River, aos 28 minutos, exigiu a defesa de Denis após um cruzamento de D’Alessandro não ser aproveitado por ninguém. Aos 30, Vangioni cruzou da esquerda e Alonso desviou nas mãos do goleiro tricolor. O São Paulo ainda reclamou de um pênalti em Thiago Mendes, aos 36, mas a arbitragem não viu infração no lance.

RIVER PLATE 1 X 1 SÃO PAULO

Local: Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, na Argentina
Data: 10 de março de 2016, quinta-feira
Árbitro: Julio Bascuñan (CHI)
Auxiliares: Francisco Mondria e Marcelo Barraza (ambos do CHI)
Cartões amarelos: Mammana, Fernández (River Plate); Hudson, Calleri, Maicon, Lugano, Bruno, Ganso (São Paulo)
Gols: Ganso, aos 17, e Thiago Mendes, 32min do primeiro tempo

SÃO PAULO
Denis; Bruno, Lugano, Maicon e Mena; Hudson, Thiago Mendes, Centurión (Michel Bastos), Ganso e Carlinhos (Mateus Caramelo); Calleri (Alan Kardec)
Técnico: Edgardo Bauza

RIVER PLATE

Barovero; Mercado, Mammana, Vega e Vangioni; Fernández, Ponzio (D’Alessandro), Domingo e Driussi (Martínez), Mora e Alario (Alonso)
Técnico: Marcelo Gallardo

A partida entre Guarany de Sobral 0 x 2 Ceará, nesta quarta-feira, 3, no Junco, também foi marcada por quebradeira e prejuízos ao estádio. Segundo o Guarasol, torcedores do Ceará danificaram cadeiras e placar eletrônico da praça esportiva.

"Já existia uma certa animosidade entre as duas torcidas, provocações nas redes sociais. Dentro do estádio foi construído um muro de isolamento e, em um determinado momento do jogo, no fim do 1º tempo, a torcida do Ceará avançou até esse muro (que separa as torcidas), forçaram e derrubaram o muro. Antes de passar para o local neutro, houve reação policial, com balas de borracha.. a polícia agiu fortemente para conter. Então, os torcedores retornaram. No final da partida houve um novo fato: os torcedores quebraram as cadeiras e arremessaram um lance inteiro delas na área entre o alambrado e a arquibancada", explica Thyago Donatto, diretor jurídico do Guarany de Sobral.

CONFIRA A GALERIA DE FOTOS DA QUEBRADEIRA NO JUNCO

Ainda segundo ele, os danos foram causados por torcedores do Ceará e o placar eletrônico também sofreu danos. "O que nos deixou surpreso foi nada ter sido relatado na súmula", disse.

O Guarany tomará providências sobre o ocorrido. "O departamento jurídico do clube vai pedir para a administração do estádio um relatório dos anos, com registro áudio visual e outros materiais evento para encaminhar a procuradoria do TJDF-CE", concluiu.

Fonte: O Povo

O Ceará  segue invicto no Campeonato Cearense. Nesta quarta-feira, o Vozão derrotou o Guarany de Sobral por 2 a 0, fora de casa, em Sobral, e segue liderando com tranquilidade o Grupo B.

Ambos os gols foram marcados no final do segundo tempo, após uma partida equilibrada. Aos 37 minutos, o lateral Fernandinho tentou o cruzamento, mas a bola desviou em Breno e enganou o goleiro, que só observou a bola no fundo das redes.

Nove minutos depois, aos 46, Cametá ampliou o marcador. Em jogada de pressão do Vozão, a bola chegou aos pés do jogador, que chutou cruzado e rasteiro, mas suficiente para sacramentar a vitória do Alvinegro por 2 a 0.

A próxima partida do Ceará, líder do grupo B, será neste sábado, às 16h (de Brasília), contra o Tiradentes, no estádio Presidente Vargas. Já o Guarany de Sobral enfrenta o Quixadá, apenas no dia 2 de março, às 22h.

Fortaleza vence e lidera grupo A - Com tranquilidade, o Fortaleza confirmou seu favoritismo e venceu a equipe do Maranguape por 3 a 1 nesta quarta-feira. Os gols foram marcados por Oliveira, aos nove minutos do primeiro tempo, Felipe aos 23, e Clebinho aos 37 do segundo tempo. O gol de honra do Maranguape foi Jessui, aos quatro da etapa complementar.

O líder do Grupo A Fortaleza enfrentará o Itapipoca no próximo sábado, em Sobral, às 16 horas (de Brasília). Enquanto isso, o Maranguape, terceiro da mesma chave, só voltará a campo em 17 de fevereiro, contra o Uniclinic, também às 16 horas.

Confira outros resultados do Campeonato Cearense nesta quarta feira:

Uniclinic 3 x 2 Icasa

Guarani de Juazeiro 1 x 0 Quixadá

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